segunda-feira, 4 de março de 2013

Kibera, a maior Favela do Mundo


É a comunidade de Kibera, em Nairobi, capital do Quênia, com cerca de 2,5 milhões de habitantes. Como em toda favela, as condições de saneamento, habitação e infraestrutura são extremamente precárias. Pela definição da Organização das Nações Unidas (ONU), favela é um conjunto de moradias em que se vive sem um ou mais dos seguintes itens: água potável, instalações sanitárias próprias, segurança e número suficiente de cômodos. A África é o continente com mais gente nessas condições: 61,7% dos habitantes. Em Serra Leoa, recordista mundial, 97% da população urbana vive em barracos. A Rocinha, maior favela do Brasil, é dez vezes menor do que Kibera, com cerca de 250 mil moradores.

História

O assentamento de Kibera começou em 1912 quando o governo colonial Britânico, instalou os soldados Núbios (Sudaneses) que tinham feito parte do “Kings African Rifles” numa área de terra que tornou-se conhecida como Kibera, que significa floresta na língua Núbia.

O governo Britânico estabeleceu Kibera como uma reserva militar e assentamento para os soldados Núbios e suas famílias em 1918. Nesta época Kibera era um lugar arborizado de 4.000 hectares que contava com somente 600 Núbios. Em 1928, o exército Britânico transferiu a administração de Kibera para o Conselho Municipal. Todas as licenças foram canceladas e os habitantes de Kibera passaram por um processo que tinham que provar sua história como Núbios. Os Núbios foram declarados “Tenants of the Crown” (proprietários da Coroa), significando que o “comissário de Terras” podia acabar com o status de proprietário títulos a qualquer tempo, em outras palavras todas as estruturas construídas em Kibera tinham que ser temporárias porque o Governo ainda retinha o direito de demolir qualquer estrutura e usar a terra para qualquer projeto governamental.

Em 1948 houve a primeira demanda para remover Kibera por causa de problemas de saúde na área. Apesar deste mau ambiente e condições de saúde, Kibera continuou crescendo e durante os anos 70 começou um “boom” com um aumento estimado de 6.000 habitantes em 1965 para 62.000 em 1980, 248.360 em 1992 e 500.000 em 1998, com uma taxa de crescimento estimada em 17% ao ano.