sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pedrinho Matador, o homem com 400 anos de Sentença



Pedro Rodrigues Filho, o "Pedrinho Matador" ou o "Vingador", é recapturado em Santa Catarina. Líder dos homicidas brasileiros.

14 de setembro de 2011, em Balneário Camboriú/SC, aconteceu a recaptura de Pedro Rodrigues Filho, o "Pedrinho Matador". O homicida dono da maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil – quase 400 anos de cárcere e ainda aguardando julgamento por assassinatos. Sua apresentação na delegacia causou grande tumulto e reacendeu os questionamentos sobre a pena de morte no Brasil.

Pedro Rodrigues Filho, além de ser o maior homicida brasileiro, também é considerado um raro exemplo de sobrevivência dentro do cárcere nacional. Preso aos 18 anos de idade, viveu toda a fase adulta confinado aos porões do Sistema Penitenciário Brasileiro. Com a filosofia de que "ninguém vale merda nenhuma", ele vem trilhando seu terrível caminho.

Destruiu sua primeira vítima aos catorze anos de idade (algumas fontes dizem 13). De lá para cá, vem propagando um rastro de sangue sem fim. Executou, segundo conta própria, mais de 100 pessoas sendo boa parte dentro do cárcere (47), deixando, inclusive, o cadáver do seu próprio pai – do qual arrancou parte do coração –, e assim, tendo 
cumprindo sua promessa: "vingar a morte da sua mãe".

Também conhecido como "o Vingador". O Pedrinho Matador caçava e executava outros criminosos, saciando seu instinto assassino ao sobrepujar aquele que considerava perverso. Sofreu diversas tentativas de assassinato dentro e fora da prisão. Em certa ocasião, executou três homens dos cinco homens que tentaram matá-lo, colocando os outros dois em fuga.

De tratamento cortês, Pedro Rodrigues nem de longe aparenta ser aquele que, sozinho e quase sempre sem arma de fogo, encabeça a lista dos homicidas brasileiros. No entanto, trata-se da velha máscara utilizada por si e seus pares, os psicopatas, para encobrir uma ferocidade monstruosa. A psiquiatra Ana Beatriz Silva adverte sobre a aptidão criminosa inerente ao psicopata: "se existe uma 'personalidade criminosa', esta se realiza por completo no psicopata. Ninguém está tão habilitado a desobedecer às leis, enganar ou ser violento como ele". (SILVA, 2008, p. 129)

Os indivíduos dessa classe (psicopatas) "não se preocupam com punições futuras pelos atos que praticam. E como eles próprios não sentem medo, não há lugar para a empatia – ou piedade – em relação ao medo e à dor de suas vítimas". (GOLEMAN, 2001, p. 123)

Pedro Rodrigues é um caso que gera infinitas discussões: de um lado, trata-se de um monstro terrível e temido pela sociedade, mas, de outro, parece existir uma aceitação tácita - pela mesma sociedade - para que continue a delinquir (para que continue a executar outros bandidos).


Fonte: Imagens Históricas