quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os Maiores Genocídios da História



A prática do crime de genocídio é tão antiga como a própria humanidade que chega a confundir-se com ela. A ideia de exterminar um grupo diferente é inerente à condição humana, reflexo do seu mais profundo egoísmo.
Passo a descrever, alguns dos mais significantes genocídios do século XX, século em que maior avanço se conheceu a civilização.


Hereros, 1904



A sucessiva ocupação de terras aráveis pelos colonos alemães desencadeia a revolta dos Hereros em 12 de Janeiro de 1904. A repressão das tropas alemãs foi brutal.
Expulsos para o deserto de Omaheke, foram condenados a morte, fome e à sede depois do Exército liderado por Von Trohta ter envenenado as fontes. Apesar dos violentos protestos na Alemanha contra a violência das tropas coloniais, a perseguição aos Hereros continuou e em 1911 sobraram apenas 15 mil hereros, na sua maior parte mulheres e crianças. A existência dos Hereros e a sua identidade cultural extinguiram-se.



Ucrânia, 1932/33



A coletivização dos campos decretada por Stalin encontrou nos camponeses ucranianos (kulaks) fortíssima resistência. Classificados como “inimigos da classe” e “contra revolucionários”, os camponeses foram alvo de sucessivas perseguições e depois de falhar com o objetivo de produção da campanha de 1932, os armazéns de cereais foram esvaziados e as aldeias cercadas. No Inverno de 1932 a fome instala-se e vitima entre 5 a 7 milhões de pessoas.



Crimeia e Volga, 1941


Com a abertura da frente Leste pelo Exército Alemão no decorrer da Segunda Guerra Mundial, Stalin decreta a deportação dos alemães de Volga e dos povos localizados em áreas estratégicas que, manifestamente, se tinham oposto ao reforço do regime. Cinco milhões de Alemães, Tchechenos, tártaros e inguches foram levados á força para as estepes geladas da Sibéria ou para a Ásia Central. Não se sabe ao certo quantos morreram.



Alemanha, 1933/45



De início, o regime nazista preocupou-se apenas em exterminar 600 mil judeus alemães. Em 1941, os 3000 homens de esquadrões da morte, assassinaram entre um a dois milhões de Judeus. Como a sua capacidade se mostrou insuficiente para liquidar os 11 milhões de Judeus na Europa, a SS sugeriu a solução final, que matou mais de três milhões de Judeus.



Indonésia, 1965



Em seis meses contados a partir de Outubro de 1965, entre 250 mil a meio milhão de pessoas, na esmagadora maioria militantes do Partido Comunista da Indonésia (PKI), foram assassinadas. O PKI, na época o maior partido comunista ocidental, tinha garantido a vitória política com 16,4 % dos votos nas eleições de 1954, mas um golpe militar não deixou o governo comunista reger a Indonésia.


Burundi, 1972



Uma revolta de maioria Hutu a 27 de Abril de 1972 provocou entre 2000 a 3000 mortos entre a população Tutsi, que controlava o poder. No dia seguinte, o presidente decreta a lei marcial e até ao final do verão do mesmo ano, outro massacre provoca entre 100 a 200 mil mortos na etnia Hutu. Todos os intelectuais hutus foram assassinados ou exilados para países vizinhos.



Camboja, 1975/79



Depois dos bombardeamentos norte-americanos terem provocado mais de 150 mil vítimas no conflito do Vietnã, o Camboja tornou-se um imenso campo de morte com a chegada ao poder  do Khmer Rouge de Pol Pot. Em quatro anos 20% da população (1,7 milhões de pessoas) sucumbiu à trabalhos forçados, fome e doenças. A utopia de Pol Pot era recriar a grandiosidade de Camboja medieval à custa do sacrifício coletivo.



Ex-Jugoslávia., 1991/96








Os eruditos discutem ainda sobre os conflitos na ex-Jugoslávia, e se são ou não enquadráveis nas práticas convencionadas de genocídio, mas mesmo que possa subsistir dúvidas no processo general, há evidentes episódios que entram nesta categoria. São os casos da expulsão e mortes confirmadas contra grupos étnicos diferentes na Bósnia, Eslavónia e Krajina. Num conflito que deixou cerca de 326 mil vítimas, estão ainda por separar os custos diretos das perseguições étnicas e da guerra civil.


Curdistão, 1919/99




O conflito com a Turquia, o Irã e o Iraque custou milhões de vidas ao longo do século. Mas não está provada que esta guerra de guerrilha seja considerada como um ato de genocídio. Falta a premeditação que leva um grupo a procurar a destruição parcial ou total do outro. À margem dos conceitos e da terminologia, os bombardeamentos com gás venenoso feitos pelos iraquianos, por exemplo, revelam uma clara atitude genocida.


Ruanda, 1994




Depois de uma insurreição falha em 1959/62, os filhos dos tutsis ruandeses que tinham se refugiado em Uganda invadem o seu país de origem. Os hutus, 85% da população organizam a defesa e em 1992 dispunham já de um complexo aparelho de extermínio. O assassínio do primeiro presidente hutu do vizinho Burundi, Malchior Ndadaye em 1993, e a morte do presidente ruandês, em 1994, desencadeiam o processo: em menos de três meses 700 mil tutsis foram chacinados.


Timor, 1975/79



Em Janeiro de 1975, o regime indonésio, com a cumplicidade dos EUA e da Austrália, decide invadir o Timor-Leste. A brutal “Operação Komodo” é desencadeada em 7 de Dezembro. Até que as primeiras testemunhas independentes pudessem entrar no território, em 1979, calcula-se que 200 mil timorenses tenham sido mortos. As atrocidades indonésias só entraram nos debates da comunidade internacional depois do massacre de Santa cruz, em Novembro de 1991.

Genocídio Armênio 1915/17



Holocausto armênio ou ainda massacre dos armênios é como é chamada a matança e deportação forçada de centenas de milhares ou até mais de um milhão de pessoas de origem armênia que viviam no Império Otomano, com a intenção de arruinar sua vida cultural, econômica e seu ambiente familiar, durante o governo dos chamados Jovens Turcos, de 1915 a 1917.

Parte do Artigo eu vi no Artigo 6.